Logo após a Revolução de 1930 a sociedade brasileira passou a se organizar em grupos que passaram a manifestar suas opções políticas. De um lado a participação do Partido do Comunista do Brasil, fundado no ano de 1922 e que passou a liderar os movimentos de trabalhadores da pouco expressiva industria brasileira. Do outro lado estava os membros da elite, dos conservadores, ou membros da tradicional família brasileira, muitos profissionais liberais e muita gente ligada a Igreja Católica, de modo particular os defensores da ala mais conservadora.

Do outro lado estava o movimento denominado de ANL - Aliança Nacional Libertadora ligada sob a direção de Luis Carlos Prestes - o cavaleiro da esperança. A parte mais radical deste grupo defendia o uso da força, ou das armas para a tomada de poder e estabelecer um governo socialista, aos moldes do que acontecera na Rússia em 1917. Haviam outros grupos que de certa forma se aliavam à ANL, mas que não pertencia e nem se colocava diretamente sob seu comando, mas que tinha como objetivo combater o fascismo. Estes grupos eram contrários ao uso de armas nem eram muito favoráveis a adoção do sistema comunista para o Brasil. Eram grupos pró-democracia, que engrossava a luta dos Aliancistas contra os Integralistas, por ser este o inimigo comum, mas distanciava-se dos Aliancistas quanto às finalidades do movimento.

Com as informações dos Integralistas, espalhados pelo território nacional, e com o uso das Forças Públicas o movimento dos Aliancistas foi logo sufocado. Luís Carlos Prestes e sua esposa Olga Benário foram presos. Olga Benário foi posteriormente entregue ao governo de Hitler que a condenou à morte em Câmara de Gás por ser ela comunista e judia. Luis Carlos Prestes ficou preso por anos.
Tendo combatido rapidamente a ameaça, Getúlio Vargas aproveita a situação de Estado de Exceção fecha o Congresso Nacional, anula a Constituição de 1934 e transforma o Integralismo como movimento ilegal. Suas sedes e núcleos de ação foram fechados e seus líderes principais presos. Seu líder Plínio Salgado foi convidado a deixar o país.
A partir daí o país viveu um longo período de ditadura civil sob o comando de Getúlio Vargas até o ano de 1945. A ditadura Vargas teve como característica o populismo do presidente, com medidas aparentemente contraditórias, onde por um lado se colocava como "defensor" do povo pobre, principalmente os trabalhadores, e por outro lado incentivava e beneficiava os setores empresariais, passando a reconhecer suas organizações empresariais (como o SESI e o SENAI).
Mas esta é uma outra história...
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